terça-feira, 9 de julho de 2013

Agentes penitenciários do DF fazem 'algemaço' em frente ao Congresso

09/07/2013 18h47 - Atualizado em 09/07/2013 19h07

Manifestantes querem a liberação do porte de armas para a categoria.

Projeto concedendo o uso de armas foi vetado pela presidente Dilma.

Do G1 DF
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Agentes penitenciários colocam algemas nos punhos em frente ao Congresso Nacional para pedir a derrubada do veto ao projeto que concede porte de arma de fogo à categoria (Foto: Lucas Nanini/G1)Agentes penitenciários colocam algemas nos punhos em frente ao Congresso Nacional para pedir a derrubada do veto ao projeto que concede porte de arma de fogo à categoria (Foto: Lucas Nanini/G1)
Os agentes penitenciários que estão acampados há uma semana em frente ao Congresso Nacional se posicionaram ao redor do espelho d'água do Legislativo com algemas nos punhos, na tarde desta terça-feira (9), pedindo pela derrubada do veto presidencial ao projeto que concede à categoria o porte de arma fora do serviço. Os cerca de 200 participantes se concentraram pouco antes das 17h.
A previsão do grupo é que permaneçam algemados até as 19h. Os manifestantes cantaram o hino nacional, pediram para que deputados e senadores derrubem o veto e fizeram um minuto de silêncio por causa da morte de um agente em São Paulo.

Os servidores disseram que vão permanecer acampados até que o Congresso Nacional ou a presidente Dilma Rousseff derrube o próprio veto ao Projeto de Lei Complementar 87/2011, que regulamenta registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição para os agentes.


O projeto permitindo o uso de armas para agentes penitenciários foi aprovado no Congresso Nacional, mas vetado pela presidente em janeiro deste ano. A justificativa do governo é que a medida evita a circulação de um número maior de armas de fogo.
Membros do Sindpen-DF protestam em frente ao Congresso Nacional (Foto: Lucas Nanini/G1)Membros do Sindpen-DF protestam em frente ao
Congresso Nacional (Foto: Lucas Nanini/G1)
Os manifestantes afirmam que os profissionais e suas famílias são ameaçados de morte pelos presos e que a licença para portar uma arma é uma forma de preservar a segurança. Eles disseram que não estão reivindicando aumento de salários ou outra melhoria para a categoria.

“É covardia retirar o direito de porte de arma do agente penitenciário. Eu estou me sentindo nu. Se a gente não puder se defender, quem vai nos proteger?”, afirmou o presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do Distrito Federal(Sindpen-DF), Leandro Allan Vieira, durante o ato da semana passada.
Em outubro do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública do DF vetou duas portarias que liberavam o uso de armas de fogo por agentes penitenciários fora do horário de expediente. Com a medida, agentes passaram a ser impedidos de usar o equipamento pertencente à secretaria quando não estiverem em serviço.
Agentes levantam os braços com algemas, em frente ao Congresso Nacional (Foto: Lucas Nanini/G1)Agentes levantam os braços com algemas, em
frente ao Congresso Nacional, em Brasília
(Foto: Lucas Nanini/G1)
A medida segue recomendação do Ministério Público, que entende que as portarias publicadas em 2009 não estão de acordo com a legislação.

Para o MP, as regras para a concessão de porte de arma de fogo já estão estabelecidas por lei federal, o que impede que estados e o Distrito Federal legislem sobre a matéria.

Além disso, o MP defende que as categorias funcionais que podem ter porte de arma de fogo já foram expressamente definidas pelo Estatuto do Desarmamento, não sendo juridicamente aceitável que leis distritais criem novas atribuições.

Mau uso da arma
Recentemente, o GDF iniciou a investigação de dez processos envolvendo uso indevido de arma de fogo. Entre os casos está o de um agente que usou uma arma para furar a bola do filho de uma vizinha, na Estrutural.

Também é alvo de processo administrativo o agente que disparou uma arma e atingiu o pé de uma mulher dentro de uma boate, em Taguatinga, e o agente que deu uma coronhada em um segurança de uma casa noturna após se recusar a pagar R$ 5 para entrar no lugar.

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