segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agentes penitenciários do Acre vão parar nesta segunda. O assassinato de Roney Barbosa Vidal, de 31 anos, agente penitenciário e sócio- fundador do sindicato da categoria (Sindap), completa 1 ano nesta segunda-feira, 18 de abril, e até hoje ainda deixa feridas no orgulho destes trabalhadores. Roney foi covardemente executado em plena via pública, por um motoqueiro que os agentes ainda crêem estar solto e impune. Para manifestar a insatisfação pela falta de respostas 100% precisas quanto à morte do companheiro, os agepens de todo o Estado promovem nesta segunda uma paralisação interna das suas atividades. Na data, não serão cumpridas pelos agentes as seguintes funções: escolta de presos; remoção de presidiários de uma carceragem para outra; escoltas para hospitais e/ou para consultas ambulatoriais (salvo em caso de emergência); não ocorrerá visitação de presos e nem os atendimentos de advogados e/ou oficiais de Justiça. Em outras palavras, o efetivo em serviço dos agepens só se preocupará, exclusivamente, em manter a segurança nos presídios. O objetivo do movimento, segundo o presidente do Sindap, Adriano Marques, é mostrar à sociedade que o agente é hoje um trabalhador que atua sob altos riscos. Sendo assim, deveriam ter forte estrutura de segurança. Ao invés disso, possuem é condições mínimas. “Um agepen sai de casa vivo, mas não sabe se volta. Essa é a nossa realidade”, resume ele. O sindicato até encomendou outdoors e cartazes com a foto de Roney junto com a mensagem: ‘Não esquecemos’. Como principais reivindicações, eles vão cobrar os equipamentos de proteção individual que poderiam ter salvo Roney Vidal 1 anos atrás; a contratação dos 192 agentes que estão em cadastro de reserva; locais dignos para o descanso e alimentação; a redução da carga horária; além da concessão de seguro de vida e o reconhecimento dos agepens como policiais. A paralisação de segunda-feira também terá como meta reforçar a campanha sindical dos agentes penitenciários. Segundo Adriano Marques, cada agepen receberá um formulário para expor todas as dificuldades que ele encontra para exercer a profissão na sua unidade prisional. Ao final do dia, todos os formulários serão recolhidos e resumidos num documento único, contendo o diagnóstico geral dos problemas dos presídios acreanos. Tal termo será entregue aos deputados da Aleac na manhã de terça-feira (19). Logo após a entrega, os agentes ainda devem promover uma carreata pelas ruas da Capital, em protesto. Ainda de acordo com o presidente do Sindap, a paralisação seguirá rigorosamente todas as restrições previstas por Lei. Sendo assim, ele prega que os agentes (mesmo em estado probatório) não precisam temer nenhum tipo de punição por aderir ao movimento. FONTE: AGAZETA DO ACRE

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