Pedro Meyer se entrega à polícia e é levado para o Ceresp.
Segundo Laire, ele foi apresentado às 22h30, passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML), e foi levado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira. Ainda de acordo com Laire, uma cópia da liminar que defere o pedido que diz respeito à segurança de Meyer foi entregue à administração penitenciária no momento da apresentação.
O advogado informou que está aguardando o julgamento do mérito do habeas corpus e, caso seja negado, ele deve recorrer a uma estância maior. "Enquanto houver possibilidade de recurso, a defesa irá recorrer", afirmou.
Habeas corpus negado
Na noite desta segunda-feira (5), o pedido de habeas corpus feito pelo advogado de Pedro Meyer Ferreira Guimarães, foi negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O pedido foi negado pelos desembargadores da da 5ª Vara Criminal do TJMG, mas, conforme o desembargador relator Alexandre Victor de Carvalho, o pedido de Laire que diz respeito à segurança de Meyer dentro da prisão foi deferido, determinando que seja imediatamente expedido ofício ao estabelecimento prisional para o qual for levado o paciente, visando que sejam tomadas as providências das cautelas necessárias para o resguardo da integridade física, moral e psíquica do paciente.
Condenado
A condenação de Pedro Meyer, divulgada pela Justiça nessa sexta-feira (2), é referente apenas ao caso da menina de 11 anos estuprada por ele, em 1997, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da capital. Na época, a criança foi abordada por Meyer em uma rua do bairro, levada para a escadaria do prédio onde morava e estuprada. No depoimento à polícia, a garota teria dito que reconheceria o suspeito em qualquer lugar.
Em 2012, então com 25 anos, a mulher cumpriu o que disse quando reconheceu o suspeito ao cruzar com ele em uma rua na região Centro-Sul da capital. Assustada, a vítima seguiu Pedro Meyer até sua casa, no bairro Cruzeiro, e, então, acionou a polícia, trazendo à tona a verdade escondida desde a década de 1990. O homem confessou o estupro da menina e foi reconhecido por outras 15 vítimas que sofreram abusos.
Fonte: O Tempo
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