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quinta-feira, 30 de abril de 2015

PMs acusados de matar mecânico alteraram cena do crime

Vítima era marido de investigadora da Polícia Civil, que foi baleada e está internada
Do R7, com Record Minas
Confusão entre policiaisRecord Minas
Investigadora continua internadaRecord Minas
Os três policiais militares que mataram o marido de uma investigadora da Polícia Civile balearam a agente vão responder por homicídio, tentativa de homicídio e fraude processual. Segundo o delegado Osvaldo Wiermann, os soldados modificaram o local do crime.
— Não prestaram socorro a uma vítima tentada e ainda levaram as armas do local do crime, desqualificando o local.
Durante entrevista coletiva, Wiermann e o delegado responsável pelo caso, Alexandre Oliveira da Fonseca, informaram que ainda não é possível afirmar a verdadeira causa do crime. Três motivações vão ser investigadas: se os militares realmente praticavam tiro ao alvo ou se o assassinato ocorreu por ciúmes ou possível dívida.
Durante a madrugada, os policiais militares prestaram depoimento. Eles deixaram a delegacia presos em flagrante. 
A investigadora Fabiana Sales foi baleada e está internada. O marido dela, Felipe Sales, que era mecânico, foi executado com oito tiros. O delegado que conversou com a agente no hospital apresentou barras de sabão, todas alvejadas. Elas teriam sido usadas como alvo pelos PMs.
O crime
O crime ocorreu na noite de terça-feira. A versão da Polícia Militar é de que os três militares de folga atiravam em uma linha férrea desativada. Os soldados não estavam fardados e usavam armas particulares.
A policial civil e o marido dela, que moram perto do local, ouviram os disparos e foram verificar o que estava acontecendo. Houve tiroteio. Segundo o tenente-coronel William Jaques, Sales teria apontado uma arma para os militares.
— Identificou uma pessoa de cor negra apontando uma arma para eles e uma mulher, um pouco atrás deles. Sem saber do que se tratava aquela situação, de imediato ele já efetuou alguns disparos em direção àquelas duas pessoas. 
O marido da policial estava com uma arma que tinha sido roubada, em 2013, de um militar. O delegado responsável pela investigação não confirmou a versão da PM.
— A gente não pode nem afirmar que essa arma seria da vítima fatal, porque o local não era idôneo. Os policiais militares pegaram essa arma e levaram para o batalhão. Se deixassem na cena do crime, a gente poderia cogitar essa hipótese.
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