manifestação no Rio (Foto: Arquivo Pessoal)
A notícia foi divulgada na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do "Globo". Procurada pelo G1 na quarta-feira e na quinta-feira, a Polícia Militar não se manifestou sobre o caso.
Marco conta que, após ser atingido, foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não pôde ser atendido porque o equipamento que faria o exame de fundo de olho estava quebrado. O comerciante diz que durante a manifestação ficou próximo do Batalhão de Choque por pensar que ali estaria mais protegido.
“Achei que o certo seria ficar ao lado da polícia, mas me enganei. Minha retina estava colada, não dava para enxergar nada porque tinha muitos coágulos. Fui muito bem atendido no Souza Aguiar, inclusive o médico que me socorreu disse que gostaria de estar na manifestação como eu, mas sugeriu que eu procurasse uma clínica particular”, conta.
saiba mais
'Estou preparado para tudo'Marco conta que teve que parar de trabalhar para focar na recuperação. O comerciante diz que foi a quatro oftalmologistas.
“Tive que parar de trabalhar no bar desde então. Pedi ajuda para amigos e para minha esposa. Fiquei o tempo todo focado na minha recuperação. Fiz uma operação no último dia 19 [de julho], gastei R$ 12 mil, mas não estou muito animado, só o tempo vai dizer. Estou preparado para tudo”, diz.
O comerciante procurou um advogado e pensa em processar o estado pelo dano causado a ele. “A sorte que ela resvalou na boca e no nariz, não foi um tiro certeiro ou acho que eu já estaria cego. Vou fazer um boletim de ocorrência. Se eu pudesse, falaria pessoalmente com o Cabral. Não dá para confiar na Polícia Militar.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário