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quinta-feira, 18 de junho de 2015

17/06/2015 19h40 - Atualizado em 17/06/2015 19h42

Agentes de presídio feminino em BH reclamam do fim da revista íntima

Entrada de drogas e objetos cortantes é frequente, dizem funcionárias.
Prática, considerada constrangedora, foi suspensa pela Justiça neste mês.

Do G1 MG com infomações do MGTV
Funcionárias do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte, denunciam que objetos cortantes já teriam entrado no presídio, após o fim da revista íntima. Agentes penitenciários pedem providências ao governo do estado para aumentar a segurança.
O assunto foi tema de uma audiência pública nesta quarta-feira (17) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A Justiça suspendeu as revistas íntimas de visitantes, presos e funcionários desde o início deste mês. De acordo com agentes do presídio, após a medida começaram a aparecer materiais proibidos no local. A denúncia foi feita por três funcionárias que não querem ser identificadas. Elas afirmam que agora só é feita uma revista superficial e com um detector de metal.

“Na resolução que o juiz se baseou teria que ter equipamentos capazes de detectar drogas, armas, bombas e nós não temos isso. Seria o scanner, ‘body scan’ e nós não temos equipamentos adequados”, disse uma delas.
As funcionárias também alegam que sem a revista diária das detentas, não é possível saber se alguma delas está sofrendo ameaças e agressões.
“A partir da hora que a droga entra com facilidade quem é dependente químico vai usar. Quando elas utilizam, transforma comércio lá dentro porque quem tem mais condições financeiras, ainda que não utilize a droga, vira alvo das pessoas que estão utilizando”.
Já a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos do Ministério Público, promotora Nívea Mônica da Silva, alega que a vistoria é vexatória e constrangedora,
“É uma questão de priorizar investimentos e de aparelhamento do sistema prisional, até porque é pra evitar rebeliões, motins”.
A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que adota medidas preventivas para evitar a entrada de material ilícito e que em todas as unidades prisionais há varreduras rotineiras nas celas. Com relação aos equipamentos, a secretaria afirmou que é prioridade o uso da tecnologia no sistema prisional e que tem buscado os recursos para isso.