Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Sergipe, alguns desses familiares apoiam a revolta dos presos
Foto: Jorge Henrique/Futura Press
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Chegou ao fim, Após 24 horas de negociações, a rebelião no complexo penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf), em Aracaju (SE). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a rebelião teve fim por volta das 16h, com a libertação dos últimos reféns.
No início da manhã desta segunda-feira, os internos libertaram 27 familiares e mais um agente prisional. As negociações avançaram e, no final da manhã, mais 21 reféns foram soltos. Em seguida, os rebelados entregaram duas escopetas calibre 12, duas pistolas taser, 25 munições e dois carregadores, indicando para um final pacífico do motim.
Ao anunciarem o rendimento, os detentos se separaram dos familiares que eram mantidos reféns, porém, o grupo não foi libertado de imediato. Segundo a SSP, todos os reféns foram encaminhados para uma ala isolada, e tiveram que passar por uma triagem antes de deixar a unidade prisional. O procedimento visa evitar que internos se infiltrem no meio dos familiares e consigam fugir.
Homens do Batalhão de Polícia de Choque, Companhia de Radiopatrulha e demais unidades da Polícia Militar receberam ordens para fazer uma vistoria geral no interior do presídio, com o objetivo de encontrar armas e outros objetos. Os negociadores também informaram que cinco internos do presídio foram transferidos para outras penitenciárias do Estado.
Conforme a secretaria, os detentos exigiam agilidade nos processos e nas audiências judiciais, mudança do comando do presídio e anulação do contrato com a empresa responsável administração prisional. Eles também protestavam contra maus-tratos na unidade, revista truculenta nas visitantes mulheres e má alimentação, além de reivindicarem o fim do isolamento como medida de punição



Primeira unidade prisional de gestão público-privada é mineira e será inaugurada em 4 meses. Atendimento médico com intervalo máximo de 45 dias, tecnologias de ponta para monitoramento de presos e metas para impedimento de fugas e outros eventos graves, com desconto do repasse feito pelo Estado ao parceiro privado. Esses são apenas alguns dos indicadores a serem cumpridos pela concessionária GPA na gestão do primeiro complexo penitenciário construído por parceria público-privada (PPP) do Brasil. O complexo será instalado em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e a previsão é que comece a ser ocupado na segunda quinzena de agosto.
Associar recursos tecnológicos com a ressocialização é considerada, pelo coordenador de PPP da Seds, como a essência do contrato. Na nova unidade haverá, por exemplo, sistemas de sensoriamento de presença, controle de acesso de um ambiente para o outro, comando de voz e Circuito Fechado de Televisão (CFTV) em todo o complexo, entre outras inovações. “Com oferta de trabalho, estudo, saúde e controle da segurança, a possibilidade de obter sucesso é muito maior”, avalia.
