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sexta-feira, 14 de agosto de 2015


http://www.plox.com.br/policia/agentes-penitenciarios-alertam-ceresp-de-ipatinga-pode-virar-qualquer-momento

Ceresp de Ipatinga em alerta total
Por Asp Malta|Sistema Prisional-MG
Agentes penitenciários alertam: Ceresp de Ipatinga pode ‘virar’ a qualquer momento. Segundo informações divulgadas pelo Portal PLOX, vários servidores denunciaram irregularidades.

IPATINGA-MG – A reportagem foi procurada por uma pessoa que trabalha como  agente penitenciário no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Ipatinga. Segundo essa pessoa, em entrevista, existe uma “quadrilha” atuando dentro do presídio.

Atualmente, a direção do CERESP de Ipatinga é ocupada por Alexandre Rabelo Ferreira como diretor-geral, Luiz Gabriel Souza Neto como diretor de segurança e Aguimar Ferreira de Souza como assessor de inteligência.

Os agentes penitenciários já fizeram algumas denúncias ao Ministério Público. As informações foram confirmadas pelo promotor de Justiça Bruno Giardini. Em conversa, o promotor afirmou que as informações chegaram até o Ministério Público e que “já foi instaurado um procedimento e as investigações estão em andamento”.

Denúncia

De acordo com a denúncia, os agentes que trabalham na unidade estão sob pressão dos presos e também da diretoria. “São corruptos, trabalham de forma errada. Os agentes que trabalham corretamente são perseguidos, assediados moralmente, como aconteceu com três colegas há algumas semanas”, afirma a pessoa que fez a denúncia.

Ainda segundo essa fonte, “os presos ‘bateram grade’ no interior da carceragem, e o diretor-geral ordenou, de maneira equivocada, que os agentes retirassem o líder de cada uma das 22 celas. Eles foram conduzidos para a lavanderia, que fica na parte externa da unidade, ao lado da carceragem, onde haveria reivindicações dos mesmos, por conta da grande quantidade de apreensões ocorridas nos finais de semana, durante o procedimento de revista para entrada da visita social na unidade”, conta.

O relato continua. “Após isso, o diretor de segurança, a mando do diretor-geral, se utilizando do rádio, convocou as agentes femininas, sem que as mesmas soubessem que ali haviam 22 presos perigosos”, conta.

Ainda de acordo com o depoimento, no momento em que as agentes chegaram ao local de reunião, estavam o diretor-geral, acompanhado de todos os agentes do Grupo de Intervenção de Plantão, devidamente armados e com suas identidades preservadas por balaclavas (conhecidas como “touca ninja”). “As servidoras foram covardemente expostas aos detentos sem que houvesse nenhuma necessidade”, afirmou, mencionando que isso colocou essas agentes sob sério risco.

A pessoa que fez a denúncia disse que o intuito dos diretores com essa ação foi de se “isentarem da responsabilidade das revistas de finais de semana, e jogar a responsabilidade sobre os ombros das agentes femininas, que foram covardemente colocadas frente-à-frente com os detentos de alta periculosidade, indignados com as apreensões de drogas e aparelhos celulares”.

A denúncia feita ao PLOX acusa o diretor-geral do CERESP Alexandre Rabelo de “vender” visitas íntimas para os presos. “Todo mundo sabe que ele recebe para que presos tenham várias visitas durante o mês”, disse.

A denúncia pede uma investigação dentro da unidade prisional, afirmando que lá acontecem todas essas situações. “Me cabe informar. Investigar eu deixo para a Corregedoria, que não tem sido eficaz ali no CERESP”, afirma um trecho da denúncia.

Tráfico de drogas

De acordo com o relato, vários presos possuem regalias dentro da unidade. Uma delas, é o acesso às drogas. “Ali o tráfico é frenético a noite toda. Isso, quando não vem de fora. São meliantes que ficam ao redor do CERESP que, através de uma corda, lançam drogas para dentro da unidade. Vários já foram presos, mas a diretoria não faz nada”, acusa.







Agentes

A pessoa que denunciou afirma que existem dois grupos de agentes penitenciários dentro da unidade: um é formado pelos que defendem as ações da atual diretoria e o outro, de agentes que, segundo as denúncias, fazem um “bom trabalho” na instituição.

Um dos fatos mencionados ocorreu no dia 13 de junho, e se quer foi investigado. “Um agente, que faz parte desse seleto grupo de AMIGOS da direção, atualmente lotado no Presídio de Açucena (dirigido pelos mesmos diretores do CERESP), sem dar qualquer explicação plausível, simplesmente desapareceu com a viatura oficial da unidade que funciona de forma anexa ao CERESP Ipatinga, de onde partiu, no sentido ao Presídio de Açucena, por volta das 15 horas.”

Na denúncia, por volta das 21h ainda não tinha retornado, sendo que o trajeto entre as unidades seria de no máximo uma hora. O plantão noturno chegou a se preparar para uma possível ação de resgate de emergência, porém, conseguiram contato com o agente. “Ele informou que estava na casa de familiares.  Ou seja, o mesmo desfila nas ruas utilizando bens e patrimônio público, custeados pelo cidadão que paga seus impostos”, afirma a denúncia.



Segundo a denúncia, esse anúncio foi pregado nas paredes do CERESP.

Horário de trabalho

Nossa reportagem foi informada que não há um banco de horas para os agentes penitenciários. “É normal por aqui nós fazermos horas-extras obrigados, sem direito a compensar essas horas. Outro absurdo é que nos dias de folga, nós somos escalados por telefone. Os que não são localizados recebem falta, que posteriormente são descontadas nos vencimentos. Não existe um banco de horas como em outros presídios”, contou.

Agente assassinada em Uberaba

No dia 31 de julho, uma agente penitenciária foi executada em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Segundo informações da PM, Vivian Cristina de Medeiros, de 37 anos, estava de motocicleta, quando foi interceptada num cruzamento na chegada do presídio. Ela levou um tiro de .45 na cabeça, além e outros tiros pelo corpo. “Esse crime pode acontecer a qualquer momento em Ipatinga, pela falta de atitude dos diretores do Ceresp”, conclui a denúncia.

Confirmação

Outros agentes penitenciários confirmam as denúncias. Segundo estes agentes, há um risco iminente de que ocorra em Ipatinga o mesmo que ocorreu em Governador Valadares. “Vários presos já disseram para a gente que a cadeia não virou ainda porque tem cigarro, droga e celular liberado”, contaram.

Segundo as denúncias, existem 22 celas internas no Ceresp de Ipatinga, todas com aparelhos de televisão. “Há uma regra nas unidades prisionais que afirma que após as 22h, entra em vigor a conhecida “lei do silêncio”, disseram. Os denunciantes afirmam que no Ceresp de Ipatinga isso não acontece. “Preso aqui assiste até Cine Privê e ainda comentam. Se a gente desligar a TV sem pedir, é perigoso a cadeia virar”, contou.

Diretor-geral

A reportagem procurou o diretor-geral do CERESP de Ipatinga Alexandre Rabelo. Por telefone, ele afirmou que não grava entrevista sem autorização da SEDS (Secretaria de Estado de Defesa Social). Ele também disse que” todas as denúncias serão questionadas em juízo”.

Fonte: PLOX

AQUISIÇÃO DE ARMA DE FOGO (PF)

Fui recebido hoje pelo sec. Adjunto de defesa social e delegado da PF Rodrigo Teixeira, buscando sanar o problema da aquisição de arma de fogo, foi informado que o problema pertinente estava agarrado devido a uma portaria onde regulamenta um quantitativo mínimo de disparos, em meio a conversa citamos que nenhuma outra força de segurança em nível estadual cumpre a portaria, na oportunidade o Dr. Rodrigo enviou um requerimento que já recebeu parecer favorável ao superintendente da PF, para que seja liberada a compra e dentre os próximos 4 anos a suapi ou por meio particular o servidor cumpra o requisito deste dispositivo, na oportunidade foi indagado o período para que seja Deferido os pedidos que foi informado que será já nos próximos 10, 15 dias.
Att William Rocha
Presidente da Aspemg



quarta-feira, 12 de agosto de 2015


Preso que pediu para acelerar sua execução será morto no Texas
Daniel Lee Lopez, de 27 anos, deve receber injeção letal na quarta (12). 'Tenho que acabar com isso', diz preso por matar policial em 2009.
11/08/2015 18h35 - Atualizado em 11/08/2015 18h35
Da AP
Daniel Lee Lopez, de 27 anos, é visto em uma cabine para visitas no corredor da morte da unidade Polunsky do Departamento de Justiça Criminal do Texas, em Livingston, no dia 5 de agosto (Foto: AP Photo/Michael Graczyk)Daniel Lee Lopez, de 27 anos, é visto em uma cabine para visitas no corredor da morte da unidade Polunsky do Departamento de Justiça Criminal do Texas, em Livingston, no dia 5 de agosto (Foto: AP Photo/Michael Graczyk)
O presidiário Daniel Lee Lopez tem tentado acelerar sua execução desde que foi condenado à morte há cinco anos, por atropelar e matar um policial com um SUV durante uma perseguição. Na quarta (12), ele espera atingir seu objetivo.

O homem de 27 anos deve morrer em Huntsville, depois que uma corte aprovou seu pedido para desistir das apelações. Um segundo preso que deveria ser executado esta semana no Texas, o estado dos EUA mais ativo no cumprimento da pena de morte, conseguiu um adiamento na terça.

Lopez irá receber uma injeção letal pela morte, em 2009, do tenente Stuart Alexander, em Corpus Christi. O oficial, de 47 anos, estava de pé em um gramado, ao lado de uma rodovia que havia acabado de sinalizar, quando foi atingido pelo veículo utilitário no qual Lopez estava fugindo.

Na semana passada, no corredor da morte, Lopez disse: “é uma perda de tempo ficar sentado aqui. Sinto que tenho que acabar com isso”.

Advogados de defesa se recusaram a aceitar suas intenções, questionando a decisão da corte federal de que Lopez era mentalmente competente para se voluntariar à execução. Eles apelaram à Corte Suprema dos EUA para suspender a pena, argumentando que seu crime não era passível da pena de morte porque ele não teve intenção de matar o policial, e que Lopez tinha distúrbios mentais e estava usando o estado para realizar seus antigos desejos de cometer suicídio.

“Está claro que Lopez teve a permissão de usar o sistema legal em outra tentativa de tirar a própria vida”, disse o advogado David Dow à corte.

Lopez, que também escreveu cartas a um juiz federal e pediu que sua execução fosse levada adiante, disse que uma suspensão da Corte Suprema seria “decepcionante”.

“É louco que eles continuem apelando, apelando”, ele disse na semana passada ao se referir aos esforços de seus advogados. “Expliquei isso a eles diversas vezes. Acho que eles querem ser pagos por apelar”.

Lopez foi devidamente examinado por um psicólogo, testemunhou em uma audiência em uma corte federal sobre seu desejo de abandonar as apelações e foi declarado livre de distúrbios mentais, disseram advogados do estado sobre a recusa no adiamento da execução.

Crime
Alexander foi policial durante 20 anos. Sua morte aconteceu durante uma perseguição que começou pouco depois da meia-noite de 11 de março de 2009, após Lopez ser abordado por outro policial por ultrapassar um sinal de pare em um subúrbio de Corpus Christi. Autoridades dizem que ele dirigia a cerca de 100 km/h.

Lopez lutou com o policial que o abordou e fugiu. Ele bateu em diversas viaturas, dirigiu em alta velocidade com os faróis apagados e atingiu Alexander como “uma bala em um alvo”, segundo um oficial que testemunhou em seu julgamento, em 2010.

Quando foi finalmente cercado por viaturas, Lopez acelerou seu SUV contra elas, tentando escapar, e só foi controlado após ser baleado, de acordo com o testemunho de policiais.

“É um pesadelo horrível”, disse Lopez do corredor da morte. “Eu o reprisei em minha mente muitas vezes”.

Investigadores encontraram dezenas de pacotes de cocaína e uma pequena balança em um compartimento falso no console do SUV.

Registros mostram que Lopez estava em liberdade condicional na época, após se declarar culpado por comportamento indecente com uma criança no condado de Galveston, e que era fichado como agressor sexual. Ele tinha outras prisões por agressão.

Lopez pode ser o décimo prisioneiro executado este ano no Texas. Nacionalmente, 18 pessoas foram executadas, sendo mais da metade delas no Texas.

Na terça, outro preso no corredor da morte, Tracy Beatty, de 54 anos, recebeu um adiamento da Corte de Apelações Criminais do Texas. Ele deveria receber uma injeção letal na quinta. Beatty está no corredor da morte pela morte de sua mãe de 62 anos, Carolyn Click, na cidade de Tyler, em 2003.

Ao menos sete outros prisioneiros no Texas têm suas execuções programadas para os próximos meses.

terça-feira, 11 de agosto de 2015


Na volta do saidão, raio X flagra droga no estômago de nove presos no DF
Detentos foram beneficiados no Dia dos Pais; eles carregavam 190 porções. Grupo foi autuado por tráfico de drogas e vai retornar ao regime fechado.
11/08/2015 16h57 - Atualizado em 11/08/2015 17h29
Por Isabella Calzolari
Do G1 DF
Raio X mostra porção de maconha no estômago de presidiário beneficiado pelo saidão no DF (Foto: Reprodução )Raio X mostra porção de maconha no estômago de presidiário beneficiado pelo saidão no DF (Foto: Reprodução )
Nove presos beneficiados no saidão do Dia dos Pais no Distrito Federal foram flagrados com 190 porções de drogas no estômago quando voltavam ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR), no Complexo Penitenciário da Papuda, nesta segunda-feira (10). O grupo foi descoberto durante operação da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, que contou com um scanner corporal.
De acordo com o órgão, 105 detentos passaram pela triagem. Destes, os agentes de atividade penitenciária identificaram que 12 estavam com suspeita de carregar drogas. O grupo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi constatado que nove tinham porções de drogas no estômago.
Entre os entorpecentes achados estão cocaína, maconha, roupinol e crack. As porções estavam embaladas em preservativos e materiais de plástico. Os nove presidiários foram levados ao Hospital Regional da Asa Norte, onde tiveram os entorpecentes expelidos por vômito ou fezes.
De lá, o grupo seguiu para a 30ª DP, onde foi autuado por tráfico de drogas. De acordo com o subsecretário João Carlos Lossio, a prisão representa um recorde na capital do país.
“Antigamente quando eles voltavam do saidão, eles não passavam por scanner, só era uma revista pessoal. Como a inteligência identificou a ação desse grupo, a partir de agora todos os presos vão passar por scanner após os saidões”, declarou.
“Essa quantidade de droga no sistema, eles vendem e ganham muito dinheiro dentro da cadeia. Quem está entrando com essa droga é para traficar, não só para usar. Com essas prisões, eles vão ser autuados, e o regime de pena regride. Todos estavam em regime semiaberto e agora vão para o fechado, além de responder por novo crime e ser transferido de unidade.”
Lossio disse que somente neste ano foram presas 113 pessoas por tráfico de drogas em unidades prisionais, sendo 88 mulheres e 25 homens, entre internos e visitantes.
Presos beneficiários do saidão que tentaram entrar em unidades prisionais do DF com maconha no estômago (Foto: Sesipe/Divulgação)Presos beneficiários do saidão que tentaram entrar em unidades prisionais do DF com maconha no estômago (Foto: Sesipe/Divulgação)
Operação Braço Longo da Lei
Entre sexta e domingo, a subsecretaria fez uma operação para fiscalizar todos os 1,5 mil detentos beneficiados pelo saidão do Dia dos Pais. No primeiro dia da ação, 25 detentos foram recolhidos para unidades prisionais.
Nos três dias de operação, 2.456 residências foram visitadas. Ao todo, 151 detentos foram recolhidos pelo descumprimento de regras estabelecidas pela Vara de Execuções Penais. Foram apreendidas duas armas de fogo e munições.
Participaram da ação 40 equipes compostas de 180 servidores. O grupo se concentrou no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) na tarde de sexta, onde recebeu orientações sobre a ação.
Os presos que cometem infrações durante o período e são pegos em flagrante perdem todos os direitos já alcançados. A pena do novo crime soma-se às outras. O saidão é concedido em datas comemorativas específicas, como Dia dos Pais, Natal, Páscoa e Dia das Mães, para confraternização e visita aos familiares.
Nos dias que antecedem as datas, a Vara de Execuções Penais edita uma portaria que disciplina os critérios para concessão do benefício da saída temporária e as condições impostas aos condenados, como o retorno ao estabelecimento prisional no dia e hora determinados.