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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Presos fazem motim e mantêm agente prisional como refém no PA

Detentos reclamam de superlotação, falta de visita íntima e água.
Susipe diz que novo presídio deve ser inaugurado em 15 dias.

Do G1 PA



Cerca de 80  presos da seccional de Breves, na ilha do Marajó, realizaram um motim e mantiveram um agente prisional como refém na manhã desta quarta-feira (12). Os detentos, que são custodiados pela Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), reclamam da superlotação na unidade.
De acordo com a Susipe, os internos exigem a transferência para um novo presídio no município, que deve ser inaugurado nos próximos 15 dias. Eles ainda teriam reivindicado o direito de receber visitas íntimas, e reclamam da falta de água nas torneiras da unidade que, segundo a Susipe, seria um problema enfrentado por toda a população da cidade.
Durante a manifestação, os presos mantiveram um agente penitenciário como refém. A Polícia Militar foi acionada para negociar e conseguiu controlar a situação no início da tarde. A vítima foi liberada sem ferimentos.
A Susipe informou que o Centro de Recuperação Regional de Breves, na ilha do Marajó, já está pronto e aguarda apenas um ajuste no abastecimento de água, e a avaliação e liberação da Caixa Econômica Federal para ser inaugurada. A capacidade da unidade será de 123 internos em 31 celas, sendo uma adaptada para pessoa com necessidade especial, três para visita íntima e sete celas individuais para pessoas com nível superior.
Ainda de acordo com a Susipe, os 78 presos custodiados na seccional devem ser transferidos para diferentes penitenciárias do estado. Quarto detentos que comandaram a ação serão transferidos para o Centro de Recuperação Penitenciária do Pará III (CRPPIII) para medidas disciplinares, outros dois presos serão transferidos por motivo de segurança para outras unidades.
 A obra custou mais de R$ 4 milhões para receber presos do regime fechado. O local vai custodiar os detentos que estão na Delegacia de Breves e o resto das vagas deve atender a demanda do arquipélago do Marajó.